DIOR OUTONO-INVERNO 2019-2020

DIOR OUTONO-INVERNO 2019-2020

Nesta tarde, nos jardins do Museu Rodin, Maria Grazia Chiuri apresentou sua coleção prêt-à-porter Outono-Inverno 2019-2020.

Cada nova coleção é uma alquimia resultante da interação entre imagens, corpos, silhuetas e linguagem. Para Maria Grazia Chiuri, esse mecanismo de criação não é uma ruptura com o passado, mas sim uma redescoberta que celebra a riqueza dos códigos da Maison.

Para essa coleção de prêt-à-porter, o interesse da Diretora Artística pelas Teddy Girls, homólogas femininas dos Teddy Boys, uma das primeiras manifestações subculturais inglesas, é uma maneira de revisitar os anos 1950, esses anos do pós-guerra marcados pelo New Look de Christian Dior, até então pouco explorados por Maria Grazia Chiuri. Soberanas em uma paisagem desoladora, as Teddy Girls são garotas ousadas com penteados extravagantes que usam paletós masculinos com gola de veludo, saias amplas, jeans e jaquetas de couro preto.

A coleção de Chiuri apresentou saias e jaquetas xadrez, bem como chapéus de balde patenteados e jaquetas quadradas inspiradas em fotos antigas de Teddy Girls.

Essas referências lançam um novo olhar sobre a década de 1950, a qual Maria Grazia Chiuri associa a figura da princesa Margaret. Um jovem mulher rebelde, que decide usar em 1951 um vestido Dior, em vez de usar de um estilista britânico, para o retrato oficial realizado em seu aniversário de 21 anos por Cecil Beaton.

Para quem não me conhece, sou formada em Arquitetura e Urbanismo. Mesmo depois de fazer vários cursos na área da Moda, continuo APAIXONADA pelas cenografias dos desfiles!!! E a Dior sempre me surpreende, assim como no desfile de hoje.

Foi apresentado o alfabeto, onde cada letra é representada por um corpo feminino, imaginado por Tomaso Binga (Bianca Pucciarelli), uma artista que decidiu mudar seu nome para o masculino como um ato provocativo, apontando os inúmeros privilégios que caracterizavam o mundo masculino, numa época em que as mulheres eram amplamente discriminadas. Uma forma de reconectar as peças da coleção a uma ideia de feminilidade, tão apreciado por Maria Grazia Chiuri em sua reinterpretação da história da Dior.

By: Larissa Rocha Soares

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